terça-feira, 22 de março de 2011

EDUCAÇÃO, SOCIEDADE E INTERCULTURALIDADE

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAPÁ (UNIFAP)
UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL (UAB)
DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA (EAD)
CURSISTA: MAGNO DOS SANTOS BRAGA
Educação Sociedade e Interculturalidade
Muito fala-se na atualidade em Educação Sociedade e Interculturalidade, todavia o que realmente significam? Qual o seu impacto na sociedade? Todos sabem o seu significado? Poder-se-ia ficar dias, meses, etc., fazendo questionamentos, outrossim, buscando respostas, porém os argumentos que se seguem tem como intencionalidade explicitar essa temática de forma delimitada até porque ao se tratar de temas que envolvem cultura pode-se começar a falar e não terminar a ideia de forma coerente.
Desta maneira, a temática a ser tratada nesse texto refere-se à Educação de Jovens e Adultos (EJA) e a suas relações entre o tema proposto, tendo em vista que qualquer temática nesta visão torna-se de extrema importância, como e uma das palavras-chave é a educação vejamos um pouco o que as lesgislações dizem, a declaração universal dos direitos humanos adotada e proclamada pela resolução 217 A (III) da Assembleia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948 traz em seu artigo XXVI, parágrafo 1º o seguinte: “Toda pessoa tem direito à instrução. A instrução será gratuita, pelo menos nos graus elementares e fundamentais. A instrução elementar será obrigatória [...]”. (ONU, 1948).
De fato, se toda pessoa tem direito a instrução, e o jovem ou adulto na condição de humano também o tem, independente de qualquer adversidade que venha a ocorrer como: condição social, quantidade de melanina que dá a cor de sua pele, de sua idade, da religião em que acredita e se acredita, etc., vale ressaltar que esse documento faz menção a instrução que é sinônima de educação.
No que se refere ao cenário brasileiro tem-se à Constituição da República Federativa do Brasil promulgada em 05 de Outubro de 1988 traz em seu Capítulo III, Seção I da Educação do Desporto e do Lazer, mais especificamente no Artigo 205 o seguinte: “A educação, direito de todos e dever do Estado e da família [...]”. (BRASIL, 1988). O artigo mencionado na lei maior de nosso país é claro ao explicitar que a educação é um direito de todos, e os alunos da EJA também tem esse direito, porém o dever de efetivá-lo é do Estado e da Família, o primeiro tem o papel de agente promotor de condições para que a lei seja aplicada a contento e a segunda citada na referida Constituição, tem o papel de agente fiscalizador como parte integrante da sociedade.
Já o Artigo 208 1º§ diz o seguinte “O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo”. (BRASIL, 1988), ou seja, em hipótese alguma o poder público pode se negar a oferecer o ensino fundamental pensamento que é corroborado com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN/Lei: 9.394/96) em seu Título III Do Direito à Educação e do Dever de Educar “Art. 5º O acesso ao ensino fundamental é direito público subjetivo [...]” (BRASIL,1996), desta forma o poder público não pode se negar a oferecer essa modalidade de ensino mesmo quando o aluno se encontra na condição de jovem, adulto ou idoso é o que diz e referida Lei em seu artigo 37 “ A educação de jovens e adultos será destinada àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos no ensino fundamental e médio na idade própria.” (BRASIL, 1996), agora vejamos qual o papel da EJA na educação na sociedade e interculturalidade.
Percebe-se que os estereótipos são criados historicamente e os alunos da EJA vem por décadas sofrer com as discriminações, os desrespeitos, a falta de atenção pelo poder público, são sempre para a sociedade os incapazes, o ócio do desenvolvimento por “pouco” contribuírem com o desenvolvimento do país.
Todavia, são sempre as classes menos favorecidas, o homem do campo, o negro, pai e mães de baixa renda, das favelas, dos cortiços, etc., que pouca chance tiveram de estudar se é que tiveram, são marginalizados pela próprio estado que os acolhe e esse reflexo é tanto que esses cidadãos sentem-se pormenorizados em relação aos que tem “estudo” cultivam assim as falsas decepções de si próprio.
O que fazer para mudar esse quadro
Primeiramente deve-se aprender com os erros e injustiças cometidos no passado como nos aponta Morin (2002) em os sete saberes necessários a educação do futuro, para que não cometamos mais. Necessita-se uma pedagogia das diferenças a qual trata Perrenoud (2001, p.69)
No inicio do ano, um professor [...] depara-se com 20 a 25 crianças diferentes em tamanho, desenvolvimento físico, fisiologia, resistência ao cansaço, capacidades de atenção e de trabalho; em capacidades perceptiva, manual e gestual; em gostos e capacidades criativas; em personalidade, caráter, atitudes, opiniões, interesses, imagens de si, identidade pessoal, confiança em si; em desenvolvimento intelectual; em modos e capacidades de relação e comunicação; em linguagem e cultura; em saberes e experiências extra-escolares; em hábitos e modo de vida fora da escola; em experiências e aquisições escolares anteriores; em aparência física, postura, higiene corporal, vestimenta, corpulência, forma de se mover; em sexo, origem social, origem religiosa, nacional ou étnica; em sentimentos, projetos, vontades, energias do momento... Nunca terminaríamos de citar os critérios de diferenciação, de defini-los mais rigorosamente, de organizá-los logicamente [...]

Estas diversidades expostas por Perrenoud (2001) em um único ser humano torna-se um problema para os professores da classe escolar, pelo simples fato do homem em essência não ser capaz de trabalhar facilmente as diferenças, tendendo a tratar os outros como iguais por isso faz-se necessário uma pedagogia das diferenças para trabalhar com os alunos. (BRAGA et al, 2010, p. 32)

O docente da classe da educação de jovens e adultos precisa ter em mente que cada paciente-aluno é um caso em particular, possui uma história de vida e se engloba em uma determinada faixa etária, ou seja, pode ser considerado o indivíduo de que trata Perrenoud (2001). Portanto, devem-se trabalhar as diferenças para que os resultados alcançados sejam satisfatórios e condizentes com a realidade do aluno ao qual o professor encontra-se profissionalmente comprometido e Freire (1996, p. 62) diz que:

Saber que devo respeito [...] à identidade do educando e, na prática, procurar a coerência com este saber, me leva inapelavelmente à criação de algumas virtudes ou qualidades sem as quais aquele saber vira inautêntico, palavreado vazio e inoperante.


Em síntese o pedagogo exercendo o papel de docente deve, primeiramente, respeito às identidades individuais de seus alunos com as quais exercerá sua função, assim saberá tratar das diferenças de forma menos conflitante e pode dessa maneira contribuir com a continuidade do aprendizado dos seus alunos sempre objetivando seus aprendizados.
Para que o enunciado ocorra é inevitável que o docente crie competências como ressalta Perrenoud (2000) em as dez novas competências para ensinar são algumas: “organizar e estimular situações de aprendizagem; gerar a progressão das aprendizagens; conceber e fazer com que os dispositivos de diferenciação evoluam; envolver os alunos em suas aprendizagens e no trabalho; trabalhar em equipe, etc., assim precisa-se de um profissional polivalente, atuante e sensível com as questões que transcendem as questões escolares, ou seja, que envolvem a cultura e a sociedade.
Finalmente, sabe-se que a educação de jovens e adultos é uma molécula dentro de um corpo que forma a educação, a sociedade e a interculturalidade, mas deve como todas as outras partes ser tratado com a importância que é devida, desta maneira, teremos um futuro promissor, menos desigual, mais humano e correto.

REFERÊNCIAS

BRAGA, Magno dos Santos et al. Pedagogia Hospitalar: a contribuição do pedagogo no processo educacional de crianças e adolescentes hospitalizados. Macapá: UEAP, 2010.

BRASIL, Constituição da República Federativa do Brasil. Diário Oficial da União, Brasília, 5 out. 1988d.

______. Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Brasília, 20 dez.1996h.

Declaração Universal dos Direitos Humanos. Paris: ONU, 1948.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários a prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

PERRENOUD, Philippe. A Pedagogia na Escola das Diferenças: fragmentos de uma sociologia do fracasso. Porto Alegre: Artmed, 2001.

______. Dez novas competências para ensinar. Artemed, 2000.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

PLano de Formação Continuada Para Professores do Ensino Médio

RESUMO
Formar os alunos concluintes do ensino médio para o mercado de trabalho a cidadania na atualidade é tarefa difícil para a instituição escola, pois a primeira necessita do êxito dos discentes em concursos, vestibulares e ENEM à proporção que a segunda depende tanto do empenho dos docentes quanto da moral, ética, postura social dos ex-alunos, nesse sentido formulo-se o projeto de formação continuada para os professores do ensino médio com ações voltadas a essas necessidades, logo são os docentes que lidam diretamente com as mentes reais que possuimos e eles podem transformá-las e ideais como pede a sociedade.



























APRESENTAÇÃO
Formar alunos não apenas para o marcado de trabalho, mas também para o pleno exercício da cidadania é um dos grandes desafios da maioria dos docentes da atualidade. É através desse paralelo que surge a necessidade da criação de um Plano de Formação para Professores do ensino médio, que consiste na concretização de várias ações durante os três anos em que o aluno se prepara para concursos e vestibulares.
Questões centrais como cidadania, mercado de trabalho, formação social e preparação para concursos públicos e vestibulares estarão presentes durante as 24 ações do plano, cada ação ocorrerá no último sábado de cada mês letivo totalizando 08 ações anuais. O plano visa envolver todas as turmas de ensino médio, professores e a comunidade escolar em geral com intuito de proporcionar aos educandos situações e oportunidades de fazer escolhas que influenciarão suas vidas sociais após a saída do ensino médio.




















JUSTIFICATIVA
O plano de formação continuada para as docentes é uma das principais maneiras que a educação pública brasileira tem para dar respostas satisfatórias aos anseios da sociedade. Professores com uma boa formação e em constante aprendizado podem propiciar melhores maneiras de aprendizado, logo estarão sempre em contato com novas informações e terão mais possibilidades de conseguir êxitos.
A sociedade sempre espera por respostas da escola, que, por sua vez, cobram resultados dos alunos que avaliam seus desempenhos em concursos, vestibulares e Enem. Logo, há uma inevitável comparação com o ensino que lhes foi oferecido no decorrer de sua vida escolar, principalmente no ensino médio, a conseqüência é um julgamento que se faz do desempenho da escola.
A escola espera resultados positivos dos alunos para engrandecer seu histórico e seu currículo, nesse contexto é que ela encontra suas maiores dificuldades, pois é pressionada interna e externamente e por isso necessita de metodologias de ensino e de formação dos docentes para que estes possam oportunizar aos alunos condições básicas de ensino-aprendizagem.
Nessas condições, o Plano de Formação para Professores de Ensino Médio constitui-se como uma proposta positiva de cunho pedagógico inerente ao ato de educar na modernidade.














OBJETIVOS
GERAL:
Criar um plano de formação continuada para professores do ensino médio com ações diversificadas de cunho científico-pedagógico, visando o bom desempenho dos concluintes desse nível de ensino nos concursos públicos, vestibulares e Enem, assim como seu bom relacionamento em sociedade.
ESPECÍFICOS:
- Incentivar os professores do Ensino médio no que se refere a sua atuação pedagógica;
-Mostrar aos professores do Ensino médio a importância de suas disciplinas para a vida dos discentes;
- Proporcionar novas metodologias de Ensino;
- Direcionar a Práxis dos professores do Ensino médio;
- favorecer a formação continuada;
- Proporcionar meios de reflexões, quanto a atual Práxis do Professor do ensino médio;
- Estabelecer um elo de diálogo entre docntes e discentes no que se refere aos conteúdos a serem ministrados.













FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Formular e implantar o P.F.C não é tarefa simples, pois a escola durante anos não dá para a sociedade uma resposta convincente sobre a educação que essa oferece a seus alunos e os professores também são alvos de conceitos estabelecidos socialmente
Historicamente, a profissão docente, ou seja, a assunção de uma certa profissionalidade (uma vez que a docência é assumida como ‘profissão’ genérica e não como ofício, já no contexto social sempre foi considerada como uma semiprofissão”)(IMBERNÒN, 2001, p. 13)

Conceitos sociais como o exposto pó Irbernón não condiz com a realidade, porém nossos professores os absorvem e alguns dão motivos reais para crermos que o ato de educar não se faz importante, porém a constituição da república Federativa do Brasil de 05 de outubro de 1988 em seu artigo 205, Inciso V- “ Valorização dos profissionais da educação escolar, garantidos na forma da lei,, planos de carreira, com ingressos exclusivamente por concurso público de provas e títulos, aos das redes públicas” (ANGHER, 2009, p.75). Como vemos a nossa maior lei fala de valorização dos profissionais da educação como um todo e é assim que os docentes devem sentir-se para PR em prática o PFC.
A lei de Diretrizes e Bases da Educação nacional LDB traz em seu capitulo seis, título seis – dos profissionais da educação em seu artigo 61 “ A formação de profissionais da educação, de modo a atender aos objetivos dos diferentes níveis e modalidades de ensino e ás características de cada fase do desenvolvimento do educando, terá como fundamentos” e o Inciso I- “ A associação entre teorias e práticas, inclusive em serviço” (BRANDÃO, 2007 p.135). A LDB é clara nesse inciso quando fala da capacitação em serviço é nesse sentido que será criado o PFC, pois para se conseguir tal requisito não se faz necessário ir buscá-lo no exterior; em outro estado ou município ele pode estar em seu local e trabalho, logo o conhecimento está em todos os lugares “ O conhecimento tem presença garantida em qualquer projeção que se faça do futuro. Por isso há um consenso de que o desenvolvimento de um país esta condicionado à qualidade da sua educação” (GADOTTI, 2000, p.1).
A o afirmar que o conhecimento em todos os lugares Gadotti, também ressalta que o país depende dos resultados da educação que devem ser positivos, pois o desenvolvimento só vem com a qualidade e essa pode ser repassada para o professor pelo PFC.
METODOLOGIA
Visando trabalhar a dicotomia mundo do trabalho e prática social este Projeto de Formação Continuada – PFC terá como meios pedagógicos para a capacitação docente, palestras, oficinas, mini-cursos, os mesmos terão temáticas inerentes ao tema proposto.
O PFC abrangerá os três anos de ensino médio e contará com 24 (vinte e quatro) ações, cada qual com carga horária de 4 (quatro) horas, perfazendo um total de 96 (noventa e seis). As ações do projeto ocorreram no último sábado de cada mês, excluindo-se o mês de férias e os recessos. O público alvo são os professores do ensino médio incluídos os de: matemática, língua portuguesa, química, física, biologia, história, filosofia, psicologia, sociologia e educação física. Nesse sentido, as atividades estão previstas para iniciar no dia 27 Março de 2010 e terminar em 24 de Novembro do ano de 2012.
1ª Ação: Qual a importância da abordagem das temáticas concursos, vestibulares e ENEM no Ensino Médio?
Data: 27/03/2010.
Natureza: Palestra
Situação: A concluir
Financiadora: A Escola
2ª Ação: O que devemos ensinar visando o modismo nos concursos, vestibulares e ENEM?
Data: 24/04/2010
Natureza: Debate
Situação: A concluir
Financiadora: A Escola
3ª Ação: O que é cidadania?
Data: 29/05/2010.
Natureza: Palestra
Situação: A concluir
Financiadora: A Escola
4ª Ação: Como adequar os conteúdos do ensino médio nas diversas disciplinas, visando a concursos, vestibulares, ENEM?
Data: 26/06/2010.
Natureza: Mini-curso.
Situação: A concluir
Financiadora: A Escola
5ª Ação: Por que ensinar o que realmente cai em vestibulares, concursos e ENEM?
Data: 28/06/2010.
Natureza: Mini-curso.
Situação: A concluir
Financiadora: A Escola
6ª Ação: Cidadania e política?
Data: 25/09/2010.
Natureza: Mini-curso.
Situação: A concluir
Financiadora: A Escola
7ª Ação: O que ensinar em língua portuguesa visando os concursos, vestibulares e ENEM?
Data: 30/10/2010.
Natureza: Mini-curso.
Situação: A concluir
Financiadora: A Escola
8ª Ação: O que ensinar em matemática visando os concursos, vestibulares e ENEN?
Data: 27/11/2010.
Natureza: Mini-curso.
Situação: A concluir
Financiadora: A Escola
9ª Ação: Cidadania e Meio Ambiente.
Data: 26/03/2011.
Natureza: Mini-curso.
Situação: A concluir
Financiadora: A Escola


10ª Ação: O que ensinar em química visando os concursos, vestibulares, ENEM?
Data: 30/04/2011
Natureza: Oficina
Situação: A concluir
Financiadora: A escola
11ª Ação: O que ensinar em física visando os concursos, vestibulares, ENEM?
Data: 28/05/2011
Natureza: Oficina
Situação: A concluir
Financiadora: A escola
12ª Ação: Cidadania e o mercado de trabalho.
Data: 25/06/2011
Natureza: Palestra
Situação: A concluir
Financiadora: A escola
13ª Ação: O que ensina em Biologia visando os concursos, vestibulares, ENEM?
Data: 27/08/2011
Natureza: Oficina
Situação: A concluir
Financiadora: A escola
14ª Ação: O que ensinar em História visando os concursos, vestibulares e ENEM?
Data: 24/09/2011
Natureza: Oficina
Situação: A concluir
Financiadora: A escola
15ª Ação: Cidadania e Globalização.
Data: 29/10/2011
Natureza: Palestra
Situação: A concluir
Financiadora: A escola
16ª Ação: O que ensinar em Geografia visando os concursos, vestibulares e ENEM?
Data: 26/11/2011
Natureza: Oficina
Situação: A concluir
Financiadora: A escola
17ª Ação: O eu ensinar em psicologia visando os vestibulares, ENEM?
Data: 31/03/2012
Natureza: Oficina
Situação: A concluir
Financiadora: A escola
18ª Ação: Cidadania e Identidade.
Data: 28/04/2012
Natureza: Oficina
Situação: A concluir
Financiadora: A escola
19ª Ação: O que ensinar em Filosofia vestibulares e ENEM?
Data: 26/05/2012
Natureza: Oficina
Situação: A concluir
Financiadora: A escola
20ª Ação: O que ensinar em Sociologia visando vestibulares e ENEM?
Data: 30/06/2012
Natureza: Oficina
Situação: A concluir
Financiadora: A escola
20ª Ação: Por quê exercer a Cidadania?
Data: 25/08/2012
Natureza: Palestra
Situação: A concluir
Financiadora: A escola
22ª Ação: Qual a importância da Educação Física para quem vai prestar vestibular, concursos e ENEM?
Data: 29/09/2012
Natureza: Oficina
Situação: A concluir
Financiadora: A escola
23ª Ação: Cidadania e Ética.
Data: 27/10/2012
Natureza: Oficina
Situação: A concluir
Financiadora: A escola
24ª Ação: Palestra de agradecimento ao corpo docente pela participação no P.F.C.
Data: 24/11/2012
Natureza: Palestra
Situação: A concluir
Financiadora: A escola




















CONSIDERAÇÕES
Proporcionar a devida formação dos professores significa oportunizar aos alunos mais acesso a novos conhecimentos e, portanto, obter êxito na sua vida escolar e profissional. Não há sentido em formar docentes se estes não transformarem tal formação em aprendizado a seus alunos, pois são eles quem irão determinar se a formação e o trabalho dos professores foi significativa e se foi eficaz.
Porém, a formação continuada tem como sujeito principal o próprio professor, é através do seu compromisso profissional e de sua dedicação para com os alunos que ele poderá decidir entre, aprender e ensinar constantemente ou ser apenas mais um profissional que acredita já conhecer o suficiente para aprender e ensinar a seus alunos.
Essa formação também depende das escolas e de suas entidades mantenedoras, ambas tem a obrigação de oferecer cursos, oficinas, palestras e outros instrumentos metodológicos que possam contribuir com a formação continuada dos professores responsáveis pela educação dos alunos e, consequentemente, futuros profissionais da sociedade.
















REFERÊNCIAS

BRANDÃO, Carlos da Fonseca. LDB passo a passo: Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, comentada e Interpretada, artigo por Artigo. 3 edição. São Paulo: Avercamp, 2007.

GADOTTI, Moacir. Perspectivas Atuais da Educação. São Paulo Perspec. 2000, vol. 14, nº 2, PP. 03-11.

IMBERNÓN,Francisco. Formação docente e profissional: formar-se para a mudança e a incerteza. 2 edição. São Paulo: Cortez, 2001.

Vade mecum Acadêmico de Direito. Anne Joyce, organizadora- 9. Ed- São Paulo: Rideel, 2009.

.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

TRBALHO DE INTERVENCAO NA ESCOLA ESTADUAL JOSE DE ANCHIETA (NO ESTADO DO AMAPA)

UNIVERSIDADE DO ESTADO DO AMAPÁ
ACADEMICOS: ALINE FERREIRA DE BRITO
ADEMILSO
CINTIA CARVALHO DA SILVA
LETICIA SILVA DA SILVA
MÔNICA TEIXEIRA
MAGNO BRAGA DOS SANTOS
MARIA ROSANA FONSECA DA SILVA








PROJETO DE INTERVENÇÃO: ESCOLA ESTADUAL JOSÉ DE ANCHIETA










MACAPÁ
2010
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO AMAPÁ
ACADEMICOS: ALINE FERREIRA DE BRITO
ADEMILSON
CINTIA CARVALHO DA SILVA
LETICIA SILVA DA SILVA
MÔNICA TEIXEIRA
MAGNO BRAGA DOS SANTOS
MARIA ROSANA FONSECA DA SILVA





PROJETO DE INTERVENÇÃO: ESCOLA ESTADUAL JOSÉ DE ANCHIETA













MACAPÁ
2010
SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO..........................................................................................04
JUSTIFICATIVA.............................................................................................06
OBJETIVO GERAL........................................................................................07
OBJETIVOS ESPECÍFICOS..........................................................................07
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA.....................................................................08
METODOLOGIA.............................................................................................10
RECURSOS...................................................................................................13
ANEXOS........................................................................................................14
APÊNDICES..................................................................................................17
REFERÊNCIAS.............................................................................................19








APRESENTAÇÃO

Percebe-se que a educação brasileira progrediu bastante nas últimas décadas, todavia algumas melhorias precisam ser feitas, os alunos anualmente são avaliados, pelo seu próprio sistema de ensino, porém os resultados são insatisfatórios.
Desta forma, temos indicadores cabais de falhas do referido processo educacional, mas como proceder com um sistema tão grande quanto desorganizado? Existe um culpado ou culpados? Vítimas? Até, então, os exames atribuem notas aos alunos e se em contrapartida fossem realizados com os professores; corpo técnico; gestão; auxiliares do ensino (serventes, merendeiras, etc.) cada qual em seu campo de atuação que resultados teríamos?
Por outro lado a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional Brasileira promulgada em 20 de dezembro de 1996 (lei 9.394/96). Em seu inciso VII, do Art. 3º fala em “valorização do profissional da Educação escolar” (BRANDÃO, 2007, p. 21). É nesse único momento em que a nossa melhor lei sobre educação fala dos profissionais não docentes da escola, ficando totalmente omissa quanto a seus direitos, deveres e funções, vale ressaltar que esta lei não os mencionará mais e pior mostra-se menos abrangente que a Constituição da República Federativa do Brasil, promulgada em 05 de outubro de 1988. (C/F). Diz no Art. 206 – Inciso V – “valorização dos profissionais do ensino, garantidos, na forma da lei, planos de carreira para o magistério público, com piso salarial profissional e ingresso exclusivamente por concurso público de provas e títulos” (BRANDÃO, 2007,p.25). Logo temos uma grande ironia, trabalhamos com a educação, porém não tratamos dos próprios profissionais dela e essa é uma das grandes razões para os resultados que obtemos em nossas provas. Se não cuidamos dessas pessoas o que esperar delas?
Quanto aos docentes o que esperar deles? Necessita-se de uma maior preocupação e atenção por quem forma as mentes e mão-de-obra nesse país, necessita-se dar-lhes auto-estima e para isso, primeiramente, é preciso motivá-los.
Nesse sentido, “A Oficina de Motivação” será realizada na Escola Estadual José de Anchieta, tendo como objetivo de público alvo funcionários em geral da escola, no dia ...., com duração de 20 horas, na qual irá trabalhar com dinâmicas que envolvam relações interpessoais, socializações, sensibilizando o profissional da importância do seu trabalho dentro da escola.
































JUSTIFICATIVA

A educação Brasileira mostra-se cheia de obstáculos as quais os profissionais da Educação precisam conseguir uma maneira de separá-los, são eles: falta de infra-estrutura, dificuldades para continuar com a formação, baixos salários, violências nas escolas, desvalorização das profissões, etc... “Historicamente, a profissão docente, ou seja, a assunção de uma certa profissionalidade (uma vez que a docência é assumida como ‘profissão’ genérica e não como ofício, já que no contexto social sempre foi considerada como uma semiprofissão” (IMBERNON, 2001, p.13). Diagnostica-se, então, uma baixa auto-estima de todos os profissionais da educação que deve ser retomada, pois a instituição escolar, necessita de funcionários motivados para exercer suas respectivas funções e, principalmente, necessita tanto do diretor quanto do professor e coordenação pedagógica, a proporção que faz-se necessário, também a motivação dos serventes, merendeiras, etc., logo a escola é um todo que deve estar preparada para ascentar o seu primeiro objetivo que é o de ensinar.
Motivar a todos, deve ser tarefa diária e necessária, pois uma pessoa com vontade de exercer suas funções, é o primeiro passo para mudar a educação que temos, desse modo um profissional motivado a trabalhar pode mudar o que parece ser estático. Deve-se, então, motivar para melhorar os resultados, os profissionais e a educação.
Portanto, tem-se um grande desafio que envolve a mudança , haja visto, que tal atitude pode não ser aceita por todos, porém “mudar é difícil, mas é possível” (FREIRE, 1996). Se percebemos que algo não está bem devemos provocar inquietações para que esse processo de transição ocorra, em nosso caso primeiro devemos motivar para em seguida mudar.
Nesse sentido, elaboramos o projeto de intervenção pensando justamente na motivação desses profissionais responsáveis pela melhoria da educação, uma vez que acreditamos no sucesso profissional, através de métodos, dinâmicas, e até mesmo gestos simples de preocupação é viável, capaz de ampliar visões, melhorar desempenhos, criar expectativas, incentivar, ajudar na reflexão da prática desse profissional.

OBJETIVO GERAL
Promover a auto-estima dos profissionais da educação da Escola Estadual José de Anchieta, com incentivos motivacionais, buscando o melhor desempenho de suas atribuições.



OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 Proporcionar a integração entre os profissionais da Educação da Escola José de Anchieta;
 Propor novas metodologias do trabalho em equipe;
 Motivar os profissionais da referida Escola;
 Trabalhar as relações interpessoais desses profissionais;
 Mostrar a importância do trabalho de cada um;
 Incentivar a auto-reflexão, através do diálogo coletivo para que haja melhoria no desempenho de cada profissional;
 Estimular a auto-avaliação dos participantes;
 Mostrar que o trabalho em equipe traz benefícios para o ambiente educacional, por meio de dinâmicas e diálogo, pois se torna indispensável no processo educacional;
 Expor que a comunicação no ambiente de trabalho é um fator crucial para a integração e motivação.





FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

O estágio no processo de formação de um futuro docente é o componente curricular norteador por proporcionar aos academicos uma proximidade com as especificidades do sistema educacional vigente. Este momento transitório de constante observação e aprendizagem é necessário para a construção da nossa identidade profissional.

Assim, numa perspectiva de ritual de passagem, esperamos que essa caminhada pelas atividades de estágio se constitua em possibilidades de reafirmação da escolha por essa profissão e de crescimento,(..) ( PIMENTA, 2004, p.100)

O estágio é visto como fonte de pesquisa, uma vez que proporciona ao academico oportunidades de conhecimentos múltiplos. Nesse sentido, é visto como um elemento significativo para a contribuição na formação de futuros profissionais. Conforme Pimenta (2004, p.33), “O estágio sempre foi identificado como a parte prática dos cursos de formação de profissionais em contraposição à teoria.”
O exercício de estágio é teoria e prática, pois de acordo com Pimenta (2004, p.41), que fala do conceito de ação docente:

A profissão de educador é uma pratica social. Como tantas outras, é uma forma de se intervir na realidade social, no caso por meio da educação, que ocorre não só, mas essencialmente, nas instituições de ensino. Isso porque a atividade docente é ao mesmo tempo pratica e ação.


Para Sacristán apud Pimenta (1999, p.41), “A prática é institucionalizada, são as formas de educar que ocorrem em diferentes contextos institucionalizados, configurando a cultura e a tradição das instituições”.
O estágio de observação/intervenção implica também na superação da distinção existente entre o conhecimento teórico construído na academia e a prática pedagógica vivenciada nas escolas. As dificuldades enfrentadas pelas instituições são presença constante em comentários de docentes sobre teoria e prática, estes comentários ajudam até mesmo para desmotivação do academico.
Esta visão, entretanto, deve ser urgentemente desmistificada, pois, segundo Freire, (1996) a reflexão crítica sobre a prática se torna uma exigência da relação Teoria/Prática sem a qual, a teoria pode ir virando “blablablá” e a prática, ativismo. É evidente que o primeiro contato com estas dificuldades geram contradições e questionamentos, no entanto o estagiário precisa estabelecer um grau de discernimento para elaborar seus conceitos e opiniões, tendo em vista a análise do processo como um todo e não de uma parte deste, posto que sua intervenção será o resultado de um momento de observação e reflexão. De acordo com Freire, (1996, p. 77) “Constatando nos tornamos capazes de intervir na realidade, tarefa incomparavelmente mais complexa e geradora de novo saberes do que simplesmente a de nos adaptarmos a ela.”
Quando você realiza uma análise fundamentada em bases cientificas, a facilidade de reprodução da prática de outrem se torna inviável, uma vez que o senso crítico desenvolvido através dessa teoria junto com a observação no ambiente pesquisada impede-nos de dar continuidade aos atos ineficazes e nos impulsiona a (re) construir a própria prática.
Pimenta e Gonçalves (1990, p.45), consideram “Que a finalidade do estágio é propiciar ao aluno uma aproximação à realidade no qual atuará. Assim o estágio se afasta da compreensão até então corrente, de que seria a parte prática do curso”.
O projeto de intervenção, por sua vez, é um meio de concretização da observação e análises sobre o que a escola necessita no momento, feito durante o estágio.
Nesse contexto, observamos os funcionários como um todo, suas práticas, opiniões e ideias, por meio de observação, questionários, conversas, e consequentemente foi verificado a necessidade de se trabalhar o tema motivação que é uma “espécie de energia psicológica ou tensão que põe em movimento o organismo humano” (ARAUJO, 2006, p.50).
Por esse motivo, a Oficina de Motivação contribuirá para um melhor desempenho do profissional na escola, de modo que ”Muitas vezes, uma pessoa depara com situações pessoais e confronta-se com o sentido que seu trabalho representa em sua vida” (ARAUJO, 2006, p. 51).




METODOLOGIA

OFICINA MOTIVACIONAL
Objetivo Geral: Mostrar que a motivação no ambiente de trabalho, torna o profissional mais apto a desenvolver as atividades inerentes a seu cargo.
Público alvo: Funcionários da escola
Tempo total: hora e minutos

1º Momento: Apresentação do tema “Motivação” pelos acadêmicos, (Aline Brito e Mª Rosana Fonseca) com apresentação de slides.
Tempo estimado: 30 minutos
Material: data show

2º Momento: Dinâmica de socialização (Ademilson)
Objetivo da Dinâmica: Proporcionar aos participantes uma oportunidade de se auto-avaliarem como profissionais.
Tempo estimado: 30 minutos
Material: Papel A4, barbante, canetinhas e tesoura.
“Meu Perfil de Profissional”
Serão colocadas no chão da sala, palavras em formas de crachá que os participantes irão escolher para representar seu perfil de profissional, após todos escolherem será feita uma socialização com todos a respeito da escolha de cada um.
Palavras: assíduo, estressado, responsável, cooperador, amigo, egoísta, tradicional, inovador, questionador, alegre, atencioso, desorganizado, dinâmico, triste, prestativo, capaz, incapaz e comunicativo.
OBS: Algumas palavras serão repetidas.

3º Momento: Conversa sobre “Comunicação”, com apresentação de slides. (Magno Braga)
Tempo estimado: 20 minutos
Material: data show

4º Momento: Apresentação do “Teatro Mudo” por duas acadêmicas. (Cíntia e Leticia).
Objetivo: Demonstrar a importância da comunicação como fator de integração e da motivação dentro do contexto escolar.
Tempo estimado: 20 minutos
Material: Cartolina, alfabeto manual, canetinhas coloridas, cola, tesoura, lápis, borracha e fita durex.
Será realizada uma dramatização para demonstrar que a falta de comunicação pode causar a desmotivação no contexto educacional. As acadêmicas irão simular uma situação do cotidiano da sala de aula entre surdos e ouvintes. O teatro terá dois momentos, o primeiro demonstrando um profissional desmotivado e o segundo o profissional motivado.

5º Momento: Vídeo sobre a Motivação “ “
Objetivo: Sensibilizar os participantes, para que eles percebam que a motivação é algo muito importante para a vida e para se fazer um bom trabalho.
Tempo:
Material: data show
Resumo do vídeo:

6º Momento: Uma breve conversa sobre o vídeo “ “

7º Momento: Trabalho em equipe (Mônica)
Objetivo: Trabalhar com os participantes em equipe, de forma a fazer com que eles escrevam o que aprenderam com a oficina.
Tempo estimado: 30 minutos
Materiais: Cartolinas, canetinhas coloridas e figuras sobre motivação.
Os participantes serão divididos em equipes, para cada equipe será dada uma cartolina na qual a equipe irá escrever sobre a motivação e será colocada em uma mesa figuras para que eles escolham e colem no cartaz, em seguida irão socializar a construção do cartaz.

8º Momento: Leitura de um texto reflexivo sobre Motivação (Aline)

9º Momento: Entrega de brindes.





RECURSOS
- Data show
- Caixa de som
- papel A4
- Barbante
- Canetas
- Envelopes
- Cartolinas
- Brinde motivacional
- Convite para distribuir na escola
- Folder
- Lápis
- Papel 40Kg
- Canetinhas coloridas
- TNT
- EVA
- Tesoura
- Fita de decorativa
- Cola











ANEXOS











TEXTO REFLEXIVO
Quando você se encontrar frente à derrotas e frustrações, dê um tempo para analisar as coisas. Embora os problemas do momento possam parecer grandes demais, isso acontece apenas porque você está perto deles. Então, tome distância. Dê um passo atrás e olhe a situação como um todo. Sua vida vai mudar realmente se a encomenda que você espera estiver 2 horas atrasada? Como você vai enxergar esse problema daqui a um mês ou daqui a um ano? Quando as coisas parecem estar contra você, pense em todas as coisas que estão a seu favor.
Enumere suas bênçãos e isso lhe ajudará a lidar com as decepções.
Procure a alegria em cada momento. Até mesmo um obstáculo pode ser uma benção se for encarado com a atitude certa.
Nada funciona contra você a não ser que você permita.
Você é mais que o problema do momento. Você tem toda uma vida maravilhosa e vive em um mundo com oportunidades ilimitadas de felicidade e abundância. Supere os obstáculos: eles são minúsculos quando comparados à grande alegria que é viver. Se motive a realizar as suas atividades, tanto do seu trabalho como de sua casa, procure motivar os outros que tiverem a oportunidade de estar com você nem que seja por um instante. Fale coisas agradáveis para os outros.
Toda escolha que você fizer e toda decisão que você tomar terá seu lado bom e seu lado ruim. Considere-os com cuidado e tome a decisão. Uma resposta menos que perfeita é infinitamente melhor do que não fazer nada.
Tudo que você se dispõe a fazer envolve alguns riscos e desafios. Para qualquer coisa que você empreender existem muitas razões para não fazê-lo. Pese os riscos e os benefícios e, então assuma o compromisso de agir.
Decida o que você quer fazer, com os olhos bem abertos e leve isso em frente sem olhar para trás. Existem muitas direções dentre as quais você pode escolher. Mesmo assim, você precisa escolher. Suas possibilidades são significativas apenas quando você escolhe algumas delas e rejeita o resto. Tentar fazer tudo ao mesmo tempo é tão inútil quanto não tentar nada.
Defina-se. Escolha seu caminho e comece a andar. Decida o que quer fazer e mãos à obra.
Frases que serão colocadas na parede do espaço onde será realizada a oficina
- “Se fizer o que sempre fez, obterá o que sempre obteve.” Anthony Robbins
- “A realização parece estar conectada com ação. Homens e mulheres de sucesso mantêm-se em movimento. Eles cometem erros, mas não param.” Conrad Hilton
- “Os homens que tentam fazer algo e falham são infinitamente melhores do que aqueles que nunca tentam fazer nada.” Lloyd Jones
- “O prazer de uma boa ação é o único prazer sem mistura de dor.” Camilo Castelo Branco
- “O homem é aquilo que ele próprio faz.” André Malraux
- “Nunca fique implorando por aquilo que você tem o poder de obter.” Miguel de Cervantes
- “Não peça a Deus para guiar seus passos se não estiver disposto a mover os seus pés.” Autor Desconhecido
- “Não existe falta de oportunidades para ganhar a vida com o que amamos; existe apenas uma falta de decisão para fazer isso acontecer.” Wayne Dyer
- “Mais vale agir na disposição de nos arrependermos do que arrepender-mo-nos de nada termos feito.” Boccacio
- “Execute cada ato da sua vida como se fosse o último.” Marco Aurélio










APÊNDICES


















CONVITE
CONVIDAMOS VOCÊ A PARTICIPAR DA NOSSA “OFICINA DE MOTIVAÇÃO”, QUE ACONTECERÁ AQUI NA ESCOLA JOSÉ DE ANCHIETA, NO DIA / 05 / 2010 , ÀS : HORAS.
CONTAMOS COM A SUA PARTICIPAÇÃO!!!
ACADEMICOS DA UEAP- PEDAGOGIA - 7º SEMESTRE










REFERÊNCIAS

BRANDÃO, Carlos da Fonseca. LDB passo a passo: Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, comentada e Interpretada, artigo por Artigo. 3 edição. São Paulo: Avercamp, 2007.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

IMBERNÓN,Francisco. Formação docente e profissional: formar-se para a mudança e a incerteza. 2 edição. São Paulo: Cortez, 2001.

PIMENTA, Selma Garrido. Estágio e Docência. São Paulo: Cortez, 2004.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

KRAWCZYK, Nora. In: Balanço e Perspectivas do Ensino Médio no Brasil, 2007.
Magno dos santos Braga*
O Ensino Médio Brasileiro na Atualidade
Percebe-se que o discurso norteador do ensino médio no Brasil é a formação para o mercado de trabalho, ingresso na universidade-faculdade e formação para a cidadania.
Desta forma, temos um discurso demagógico ao extremo defendido, principalmente, pelos nossos políticos e gestores, logo esta modalidade esta longe de formar para o mercado de trabalho, haja vista, na atualidade cada vez menos se precisa de cargos de chefia e esse tem como pré-requisito em suma maioria o ensino superior, e os trabalhos manuais que abrangeria os formandos do ensino médio a cada dia são preenchidos pelas máquinas através das Revoluções Técnico Cientificas (R.T.C).
Dizer que o ensino médio forma para o ingresso para a universidade é uma utopia, logo sabemos que o ensino superior brasileiro não possui vagas o suficiente para a demanda que o solicita e o que temos são testes seletivos rigorosos para os quais os nossos alunos não são preparados de forma convincente. Para a faculdade o principal requisito é o fator econômico esse que deixa a grande parte dos discentes oriundos do ensino médio de lado, porém vale apena ressaltar que programas do governo federal como Programa Universidade para Todos (PROUNI) tenta modificar essa realidade, mas muitos alunos ficam de fora desse mercado que virou a educação.
Se essa modalidade forma para a cidadania não se pode responder com exatidão, pois a Lei de Diretrizes e Bases da educação nacional (LDB), nem A Constituição da republica Federativa do Brasil de 1988 deixam claro o que é ser cidadão em nosso país a primeira toma como referência a segunda e essa que Por sua vez é clara quanto à escrita de sua lei e confusa em sua execução, portanto, temos um conceito que mais parece ser fictício para os Brasileiros.
Por fim, temos um ensino médio confuso no que se refere a objetivos e claro apenas em seus resultados insatisfatório, grande maioria, logo só nós resta entrar nessa luta por melhorias para essa modalidade de ensino como parte integrante desse grande processo que é a educação brasileira.
______________________
* Acadêmico do sexto semestre do curso de licenciatura plena em pedagogia pela Universidade do Estado do Amapá –UEAP.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

resenha

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários a pratica educativa. 21ª. ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

Magno dos Santos Braga.

(Acadêmico da Universidade do Estado do Amapá do Curso de Pedagogia do 6º.Semestre)

Paulo Reglus Neves Freire (Recife, Brasil 19 de setembro de 1921São Paulo, Brasil 2 de maio de 1997) foi um educador brasileiro. Destacou-se por seu trabalho na área da educação popular, voltada tanto para a escolarização como para a formação da consciência. É considerado um dos pensadores mais notáveis na história da pedagogia mundial, tendo influenciado o movimento chamado pedagogia crítica.

Paulo Freire nasceu em 19 de setembro de 1921 em Recife. Sua família fazia parte da classe média, mas Freire vivenciou a pobreza e a fome na infância durante a depressão de 1929, uma experiência que o levaria a se preocupar com os mais pobres e o ajudaria a construir seu revolucionário método de alfabetização. Por seu empenho em ensinar os mais pobres, Paulo Freire tornou-se uma inspiração para gerações de professores, especialmente na América Latina e na África. Pelo mesmo motivo, sofreu a perseguição do regime militar no Brasil (1964-1985), sendo preso e forçado ao exílio

O educador procurou fazer uma síntese de algumas correntes do pensamento filosófico de sua época, como o existencialismo cristão, a fenomenologia, a dialética hegeliana e o materialismo histórico. Essa visão foi aliada ao talento como escritor que o ajudou a conquistar um amplo público de pedagogos, cientistas sociais, teólogos e militantes políticos, quase sempre ligados a partidos de esquerda.

A partir de suas primeiras experiências no Rio Grande do Norte, em 1963, quando ensinou 300 adultos a ler e a escrever em 45 dias, Paulo Freire desenvolveu um método inovador de alfabetização, adotado primeiramente em Pernambuco. Seu projeto educacional estava vinculado ao nacionalismo desenvolvimentista do governo João Goulart.

Freire entrou para a Universidade do Recife em 1943, para cursar a Faculdade de Direito, mas também se dedicou aos estudos de filosofia da linguagem. Apesar disso, nunca exerceu a profissão, e preferiu trabalhar como professor numa escola de segundo grau lecionando língua portuguesa. Em 1944, casou com Elza Maia Costa de Oliveira, uma colega de trabalho. Os dois trabalharam juntos pelo resto de suas vidas e tiveram cinco filhos.

Em 1946, Freire foi indicado ao cargo de diretor do Departamento de Educação e Cultura do Serviço Social no Estado de Pernambuco, onde iniciou o trabalho com analfabetos pobres. Também nessa época aproximou-se do movimento da Teologia da Libertação.

Em 1961 tornou-se diretor do Departamento de Extensões Culturais da Universidade do Recife e, em 1962, realizou junto com sua equipe as primeiras experiências de alfabetização popular que levariam à constituição do Método Paulo Freire. Seu grupo foi responsável pela alfabetização de 300 cortadores de cana em apenas 45 dias. Em resposta aos eficazes resultados, o governo brasileiro (que, sob o presidente João Goulart, empenhava-se na realização das reformas de base) aprovou a multiplicação dessas primeiras experiências num Plano Nacional de Alfabetização, que previa a formação de educadores em massa e a rápida implantação de 20 mil núcleos (os "círculos de cultura") pelo País.

Em 1964, meses depois de iniciada a implantação do Plano, o golpe militar extinguiu esse esforço. Freire foi encarcerado como traidor por 70 dias. Em seguida passou por um breve exílio na Bolívia e trabalhou no Chile por cinco anos para o Movimento de Reforma Agrária da Democracia Cristã e para a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação. Em 1967, durante o exílio chileno, publicou no Brasil seu primeiro livro, Educação como Prática da Liberdade, baseado fundamentalmente na tese Educação e Atualidade Brasileira, com a qual o Freire concorrera, em 1959, à cadeira de História e Filosofia da Educação na Escola de Belas Artes da Universidade do Recife.

O livro foi bem recebido, e Freire foi convidado para ser professor visitante da Universidade de Harvard em 1969. No ano anterior, ele havia concluído a redação de seu mais famoso livro, Pedagogia do Oprimido, que foi publicado em varias línguas como o espanhol, o inglês (em 1970), e até o hebraico (em 1981). Em razão da rixa política entre a ditadura militar e o socialismo cristão de Paulo Freire, ele não foi publicado no Brasil até 1974, quando o general Geisel assumiu a presidência do país e iniciou o processo de abertura política.

Depois de um ano em Cambridge, Freire mudou-se para Genebra, na Suíça, trabalhando como consultor educacional do Conselho Mundial de Igrejas. Durante esse tempo, atuou como consultor em reforma educacional em colônias portuguesas na África, particularmente na Guiné-Bissau e em Moçambique.

Com a Anistia em 1979 Freire pôde retornar ao Brasil, mas só o fez em 1980. Filiou-se ao Partido dos Trabalhadores na cidade de São Paulo, e atuou como supervisor para o programa do partido para alfabetização de adultos de 1980 até 1986. Quando o PT foi bem sucedido nas eleições municipais de 1988, para a gestão de Luiza Erundina (1989-1993), Freire foi nomeado secretário de Educação da cidade de São Paulo. Exerceu esse cargo de 1989 a 1991. Dentre as marcas de sua passagem pela secretaria municipal de Educação está a criação do MOVA - Movimento de Alfabetização, um modelo de programa público de apoio a salas comunitárias de Educação de Jovens e Adultos que até hoje é adotado por numerosas prefeituras (majoritariamente petistas ou de outras orientações de esquerda) e outras instâncias de governo.

Em 1986, sua esposa Elza morreu. Dois anos depois, em 1988, o educador casou-se com a também pernambucana Ana Maria Araújo Freire, conhecida pelo apelido "Nita", que além de conhecida muito antiga era sua orientanda no programa de mestrado da PUC-SP.

Em 1991 foi fundado em São Paulo o Instituto Paulo Freire, para estender e elaborar as idéias de Freire. O instituto mantém até hoje os arquivos do educador, além de realizar numerosas atividades relacionadas com o legado do pensador e a atuação em temas da educação brasileira e mundial.

Freire morreu de um ataque cardíaco em 2 de maio de 1997, às 6h53, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, devido a complicações na operação de desobstrução de artérias.

Paulo Freire delineou uma Pedagogia da Libertação, intimamente relacionada com a visão marxista do Terceiro Mundo e das consideradas classes oprimidas na tentativa de elucidá-las e conscientizá-las politicamente. As suas maiores contribuições foram no campo da educação popular para a alfabetização e a conscientização política de jovens e adultos operários, chegando a influenciar em movimentos como os das Comunidades Eclesiais de Base (CEB).

No entanto, a obra de Paulo Freire não se limita a esses campos, tendo eventualmente alcance mais amplo, pelo menos para a tradição de educação marxista, que incorpora o conceito básico de que não existe educação neutra. Segundo a visão de Freire, todo ato de educação é um ato político.

Paulo Freire em sua obra "pedagogia da Autonomia" saberes necessários a pratica educativa. Traz como idéia central da obra uma reflexão sobre a educação critica progressista, onde o docente precisa de alguns saberes fundamentais a pratica educativa, mesmo que tal docente seja um profissional conservador, porém sempre levando em consideração a autonomia do discente.

O referido autor no primeiro capitulo de seu livro "não há docência sem discência" trata a seguinte problemática. O educador não é o soberano do conhecimento,portanto, educar não é transferir conhecimento, ou seja, no ato educador-educando aprende-se concomitantemente ,onde o docente traz consigo o conhecimento cientifico e o discente o empírico o qual deve ser respeitado ,logo é um conhecimento geralmente popular e esses devem não transferir conhecimento e sim contribuir para o aprendizado mútuo evitando a "concepção bancaria da educação" que consiste no conservadorismo "tradicionalismo" que concebe o educando como alguém inerte que apenas recebe depósitos de conteúdos, incapaz de expor sua própria opinião, logo não há a dialogicidade entre professor-aluno.

Freire no segundo capitulo de sua obra com o sub-tema ensinar não é transferir conhecimento a problemática ocorre no ponto de vista, onde o educador deve aceitar esse conceito como o primeiro a sua pratica educativa crítica-progressista e deve ter a consciência que propiciar meios para que a educação ocorra, ou seja, sempre estar disposto a interagir com os discentes, caso contrario estará o professor mantendo o modelo conservador repudiado por Freire que tem como conseqüência a educação "bancaria". O educador aqui citado diz que "mudar é difícil, mas é possível" que os professores podem e devem promover a mudança através de atitudes éticas inerentes a sua função jamais aceitando o discurso político-ideológico de que sempre foi assim, devem promover a mudança apesar desta demandar o tempo cronológico e sempre ter o bom senso por quem está "alienado" ter esperança que a educação é uma das formas de melhorar o quadro social o qual pena uma boa parte da humanidade, ter consciência que como professor é humano assim como seus alunos, logo são éticos, sociais, históricos, físicos, biológicos, sobre tudo inacabado, pois aprendem a aprender e ensinar a todo o momento.

No terceiro capitulo do referido livro Freire diz que "Ensinar é uma especificidade humana" e trata do tema-problema que diz respeito ao homem esse ser histórico, cultural, social, ético, biológico, químico, etc. Tem a capacidade de ensinar e através disso intervir no mundo, porém o autor propõe o seguinte: de que forma esse ensino esta sendo ministrado? A autonomia do discente é respeitada? Sua curiosidade esta sendo reprimida e como conseqüência a criticidade? O docente deve ensinar de maneira que o próprio educando não duvide de sua autonomia, que tem autoridade e sabedoria, professor e alunos compartilham modos de vida, ideologias essas que podem ser alienantes e cabe a eles superarem-nas de forma conjunta e promoverem as devidas mudanças para realmente que os saberes necessárias a pratica docente sejam efetivos e verdadeiros.

Paulo Freire em tal obra levante temáticas no âmbito educacional mais especificamente entre docentes e discentes e vai ponderando pontos de vista no decorrer de seus argumentos, conclui que a educação funciona em conjunto, ou seja, nenhum de seus elementos age de forma isolada e muito menos descomprometida com o que faz.

Professor e alunos devem sempre interagir entre si e com isso criar o conhecimento, evitando a todo e qualquer custo á hierarquia a qual determinados docentes remetem seus discentes que a mudança é difícil, porém é possível e necessária os professores, alunos; são cidadãos, humanos, homens e mulheres, seres culturais, sociais, físicos, químicos, biológicos. Históricos, inacabados, etc. São acima de tudo seres plenamente conscientes que educar é parte integrante da racionalidade humana que faz-se necessária uma educação do e para o humano e não uma educação no humano, Deve-se assumir uma postura profissional fugindo da ideologia alienante a qual a todo os momentos nos colocam a mídia, globalização,etc.

Deve-se educar para a compreensão da essência humana para aflorar sua parte generosa, que nos torna mais humildes, generosos, mais homens, pois só quem tem a capacidade de amar pode realmente educar.

Em seu livro "pedagogia da autonomia" saberes necessários a pratica educativa o educador Paulo Freire expõem alguns saberes que o professor deve conhecer para criar ou deixar fluir a autonomia do seu aluno, os saberes expostos são de suma importância para a educação como um todo, logo o homem desde seus primórdios educa para que seus alunos tornem-se melhores em dignidade, humildade, inteligibilidade.

Esse autor coloca questões de cunho sócio-cultural-histórico os quais a humanidade passou ou passa e nesse ponto ele serviu com suas reflexões para o passado e serve como nunca para o presente.

Seu livro deve ser de conhecimento de qualquer pessoa interessada a atuar na área educacional, pois lendo esse livro pode-se não mudar, porém se têm uma opção de mudança, ou uma maneira de se atuar.

Como toda educação se vincula a cultura e essa esta intimamente ligada á sociedade, o livro em questão tem contribuições inimagináveis para o setor educacional, cultural, logo carrega um propósito de desalienar o educador, o aluno, a sociedade e Morin (2005) diz que "O dever principal da educação é de armar cada um para o combate a lucidez" é disso que se necessita na educação de seres lúcidos sabendo o que fazem, o que querem, não se subordinando a coisas alheias ao seu gosto. Torna-se necessário uma reflexão também sobre a condição que possuímos de homens necessitados de compreensão do outro, da educação, da sociedade, etc.

Devemos, então "respeitar no outro, ao mesmo tempo, a diferença e identidade quanto a si mesmo; desenvolver a ética da solidariedade; desenvolver a ética da compreensão; ensinar à ética do gênero humano" (MORIN, 2005, p.106). Assim estaremos respeitando a nossa própria condição de seres culturais, históricos, sociais, biológicos, químicos, etc. Podemos rumar à compreensão verdadeira do outro que completa-nos e nos faz melhores em dignidade humana.

O texto de cunho dominantemente literário e cientifico corrobora que as idéias nele expostas têm comprovações e essas na grande maioria estão em nós ou passam em frente a nossos olhos. Para quem atua na área educacional especialmente docência é o seu dia-a-dia, onde alunos e professores vivem e re-vivem sobre o que escreveu Freire e o mais importante podem comprovar que o ensino é um processo de formação de pessoas autônomas com saberes e necessidades que só a educação pode propiciar.

Referencias

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários a pratica educativa. 21ª. ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

MORIN,Edgar. Os sete Saberes Necessários a Educação do Futuro: São Paulo. Cortez,2005.

pt.wikipedia.org/wiki/Paulo_Freire. Acesso em 02 de Agosto de 2009.

GOVERNO DO ESTADO DO AMAPÁ
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO AMAPÁ
DEPARTAMENTO DE PEDAGOGIA
CURSO DE LICENCIATURA PLENA EM PEDAGOGIA
COORDENADORA: Selma Gomes da Silva
DISCIPLINA: Educação Sociedade e Trabalho
PROFESSORA: Rosinete Rodrigues
ACADEMICOS:
Aline Ferreira de Brito
Cíntia Carvalho da silva
Letícia Silva da Silva
Magno dos Santos Braga
Maria Rosana da Fonseca
Sarah Lisboa dos Santos


RESENHA
KRAWCZYK, Nora. In: Balanço e Perspectivas do Ensino Médio no Brasil, 2




Educação, escola, Professores, Alunos, autores, etc. Fazem a mesma pergunta. O que realmente está acontecendo com o ensino médio brasileiro? Os exames propostos para avaliar o desempenho dos discentes dessa modalidade de ensino mostram resultados insatisfatórios são eles: o sistema de avaliação da educação básica (SAEB) e o Exame nacional do ensino médio (ENEM).
Outro fator preocupante é a desigualdade no que se refere às matriculas segundo Graciano temos
De acordo com a PNAD 2006, o acesso ao ensino médio é profundamente desigual. Consideradas as pessoas com idade de 15 a 17 anos, entre os 20% mais ricos 76,3% frequentava este tipo de ensino. Apesar do aumento constante do número de matriculas no nordeste e redução no Sudeste, para o mesmo grupo etário os índices eram, respectivamente, 33,1% e 76,3%. O recorte étnico-racial demonstra apenas 37,4% da juventude negra acessava o ensino médio, contra 58,4% branca. Entre os que vivem no campo, apenas 27% frequentavam o ensino médio, contra 52% da área urbana.

Desta forma, temos a discriminação-desigualdade como um dos principais fatores que contribuem para o caos que se encontra o nosso ensino médio e outro fator a ser repensado é o resultado do Índice de desenvolvimento da Educação Básica (IDEB/2005), onde a nota nacional foi de 3,4, para a rede privada foi de 5,6 e a rede pública 3,1, considerando-se uma escala de 0 a 10, logo pode se concluir que todos foram baixas, porém os mais pobres são os mais afetados, com isso pode-se confirmar a matricula do aluno no ensino médio, não a garantia e muito menos a qualidade essa última a qual a Lei de Diretrizes e Bases da educação nacional (LDB) é omissa.
A constituição Federal de 1988 traz no seu artigo 208, II “Progressiva universalização do ensino médio gratuito” e a LDB no artigo 4º, II “ Progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio” a expansão desta modalidade de ensino cresceu significativamente desde meados da década de 1990, Porém a sua obrigatoriedade é recente atendendo as intervenções do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
A LDB também dividiu a educação básica em três partes são elas: a educação infantil, ensino fundamental e ensino médio esse ultimo que vem aumentando crescentemente o seu número de matriculas de 1991 para 2007 elas aumentaram 41,7%, mas o abandono e a reprovação continuam altíssimos nessa modalidade de ensino e pouco se faz para mudar esse quadro, e o nosso processo educativo fica com uma lacuna justamente no seu final, haja vista, depois de percorrida essa caminhada o aluno já pode participar de concursos, prestar o vestibular, etc., mas a pergunta continua O que realmente está acontecendo com o ensino médio brasileiro?
Fazendo as devidas analises pode-se chegar à conclusão que a educação que está sendo oferecida no ensino médio não alcança nenhum dos três objetivos Propostos pela LDB que é formação para o mercado de trabalho e a cidadania, pois o primeiro mostra-se insuficiente pelo próprio resultado do ENEM e o segundo é fali do a partir do momento em que a LDB, a constituição não deixam claro o que é cidadania no Brasil, logo a o mesmo tempo que parece ser simples torna-se extremamente complexa.
Por fim, temos que tomar posturas ideológicas a favor de uma educação básica de qualidade que possa realmente formar pessoas capazes de entrar no mercado de trabalho, conscientes o suficiente para lidar com o seu dia-a-dia interagindo na política, saúde, educação, etc. Pessoas capazes de decidir sobre o seu futuro e o de seu país e assim responder a pergunta proposta com atitudes e assim mostrar que a o ensino médio como parte integrante de educação tem jeito e é uma das melhores formas de mudar o quadro pelo qual pena o Brasil.


MACAPÁ
2009

Familia e Escola: Relação Dependente

Família e Escola: Relação Dependente. Magno dos Santos Braga. Departamento de Pedagogia. Licenciatura em Pedagogia (UEAP), Macapá- Ap.

Este projeto de pesquisa objetiva avaliar as conseqüências ocasionadas pela falta de participação da família no processo de aprendizagem dos alunos. Será analisada a desestruturação do ambiente familiar não se restringindo apenas a família padrão: pai, mãe e filhos, logo sabe-se que hoje essa configura-se de maneira diferente, voltando-se para a importância da relação família-escola com a educação dos alunos. Verificar-se-á os problemas de aprendizagem se esses estão ligados á situação socioeconômica da família ou a falta de ações da própria escola para que amplie a ligação entre esta e a escola. A pesquisa terá como suporte de investigação bibliografias voltadas para o processo educacional; levantando-se dados a partir das técnicas de resenhas, resumos e fichamentos. Apesar das escolas desenvolverem projetos que envolvam as famílias, elas não se sentem estimuladas a participarem dos eventos de forma espontânea. Constata-se, portanto, que a escola e a família necessitam de mecanismos os quais fortaleçam um trabalho conjunto, de ambas, em prol de uma educação de qualidade, voltada para o bem-estar e o bom desenvolvimento dos alunos.

Palavras-chave: Família – Escola – Aprendizagem.